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6.10.05

O Implante da República


Nada melhor do que um tema da actualidade histórica - a revolução de 5 de Outubro de 1910, um verdadeiro implante, onde foram escolhidos os novos símbolos nacionais (à semelhança das mudanças de logotipo de várias câmaras após as eleições). Os republicanos, pioneiros desta vaga, mudaram o hino e a bandeirola, dando-lhe algum salero na cromática, compensado pela canastrice q.b. na melodia. O Governo Provisório, liderado por Teófilo Braga, reuniu as condições ( com a nova Constituição de 1911) para a eleição do primeiro Presidente da República portuguesa, Manuel de Arriaga. Tanto Teófilo como Arriaga eram açorianos! UFA! é que podiam ser madeirenses... e TAU! Croquetes e bolinhos de bacalhau para todos! Inaugurou-se o primeiro ciclo institucional da República portuguesa: a Primeira República.

Mas.. E dantes? como era d'antes?
D'antes, Portugal era um reino. Passaram-se 7 séculos até perceberem que a monarquia não era a melhor forma de governar um país. Mas a mudança não foi real - daí o implante. Por exemplo, na monarquia:

O rei reinava a vida toda.
Na actualidade: embora não reine a vida toda, um mero presidente de autarquia pode ocupar cargos de administração de uma qualquer petrolífera, tipo, sei lá, a GALP. Ou então, no caso de ser um primeiro ministro sazonal, com cara de quem podia fazer anúncios ao bacardi com cola, pode ter a magnífica oportunidade de auferir uma reforma de 3 mil e tal euros aos 49 anos de idade.

Quando morria era o filho mais velho, o príncipe, que tomava o seu lugar.
Agora é o amigo de confiança, mas como desses há poucos, volta e meia os partidos revezam na governação, para dar hipótese a todos.

O rei governava mal.
Abstenho-me de comentar, no entanto deixo uma palavra de apreço, porque, afinal de contas, era só um rei.

Era cruel para com os súbditos (o povo).
Esta é intemporal. A crueldade é que vai mudando - neste momento, a estirpe refinou-se para a asinucrudelitatepolitikós - a crueldade de ser um asno político.

Podia ficar doente, louco, tonto...
Felgueiras, Ferreira Torres, Isaltino...

Podia ser acometido de ideias extravagantes que prejudicassem as pessoas.
Assim de repente, atacou-me uma taveirada, tipo Estádio de Aveiro, uma das dez maravilhas do mundo lusitano, ou uma miragem arábica no areal da Figueira da Foz.

Podia deixar-se influenciar por pessoas com más intenções.
Substituir más intenções por ligações com as empresas de construção.

Podia mudar a bandeira quando lhe apetecesse.
Agora não se muda, pendura-se na janelita, a pedido do maior aficcionado por feijoada e maminha - o Sargentão FELIPÃO.

E falando de bandeiras: Um exemplo do desvario republicano é a nossa bandeira. Eles davam-lhe forte no absinto e na morfina - só isso pode explicar a presença do nosso pano tecnicolor, em substituição do azul e branco na monarquia.
A bandeira do conde D. Henrique era assim:



A do Afonso Henriques está ligeiramente diferente, mas não teve tempo para mais, que ele era uma pessoa muito ocupada com a mouraria.



Outras vertentes national scudenses: D. João Mestre de Avis e D. Pedro II



A utilizada antes da república:

.

E, por fim, a nossa, a única, a espectacular, este pedaço de pano inspirador:


A propósito, é material inflamável.

4 Comments:

Blogger izzolda said...

Alguém falou em bacardi com cola?! ;) Quando e onde?

Agora a sério: nós mantemos a coerência política e social ao longo dos tempos. A bandeira sempre foi inflamável, espelhando-se no resto do país.

12:23 p.m.

 
Anonymous Anónimo said...

Não ia haver um passeio de póneis?! Sinto-me defraudada!

12:24 p.m.

 
Blogger rukia said...

minha cara,
estamos à espera de confirmação do nelson ned para abrilhantar o passeio de póneis. pelo que parece, ainda não tinha recebido o fax porque está em digressão para promover o livro do pequeno gigante da canção.. :)

11:47 a.m.

 
Blogger fernando lucas said...

http://photos1.blogger.com/blogger/3826/1350/1600/nac1.gif

12:26 p.m.

 

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